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Após 8 edições, decidimos renovar o curso de Fisioterapia Respiratória no Idoso, passando para um formato alargado a 3 dias de formação, com o intuito de complementar a ponte que há entre a fisioterapia respiratória nesta população e a fisioterapia respiratória no adulto mais jovem. Pretendemos assim aprofundar os conteúdos e oferecer um curso mais completo, abrangendo um maior leque de competências. Sabemos que o atual aumento da população idosa com aumento da esperança de vida poderá ser encarado como um sinal positivo de melhoria dos cuidados de saúde e das condições de vida das pessoas. Porém, também constitui um problema a vários níveis, pois muitas destas pessoas vivem os seus últimos 10-15 anos de vida com várias doenças associadas, muitos com perda significativa de funcionalidade e autonomia, e de qualidade de vida relacionada com a saúde, consumindo elevadíssimos recursos humanos, financeiros e outros e com enorme impacto social.
A Fisioterapia no idoso e no “ultra-idoso” (>80 anos), nas suas mais diversas áreas de intervenção (músculo-esquelética, neurológica, cardio-respiratória entre outras) representa atualmente um desafio para os fisioterapeutas. Mas que diferenças devemos utilizar na abordagem dos diferentes grupos etários? O que precisamos de saber da fisioterapia respiratória no adulto para melhor compreender as modificações que imperam na intervenção com grupos mais idosos?
A evidência que existe atualmente para a Fisioterapia Respiratória no adulto, não pode ser extrapolada diretamente para os idosos nem para os “ultra-idosos”, recrutando assim competências acrescidas a estes profissionais que não podem olhar a pessoa idosa como “um adulto anquilosado nem como uma criança velhinha”. Entre estas competências estão uma avaliação criteriosa, uma correta identificação dos problemas e uma intervenção ajustada às necessidades individuais, realizada com segurança, boa aferição do risco-benefício e em equipa multi-interdisciplinar.
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