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A disfunção temporomandibular (DTM) é uma das condições de dor crónica orofacial mais comuns, com uma prevalência estimada entre 8% e 15% da população. Esta condição, frequentemente associada a dor significativa e limitação funcional, representa uma considerável carga socioeconómica, afetando negativamente a qualidade de vida dos pacientes. Estudos recentes destacam que a DTM não apenas compromete a função mastigatória e a saúde oral, mas também pode estar associada a dores de cabeça, problemas cervicais e distúrbios do sono, evidenciando a sua relevância clínica e a necessidade de uma abordagem interdisciplinar.
Com o crescente reconhecimento da DTM pela comunidade médica, o fisioterapeuta tem vindo a ser identificado como um profissional essencial na avaliação e tratamento desta condição. Este curso surge como uma ferramenta indispensável para fisioterapeutas que desejam iniciar ou aprofundar a sua prática nesta área, diferenciando-se pela capacidade de oferecer intervenções baseadas na melhor evidência científica disponível.
Ao longo do curso, será reforçada a importância do fisioterapeuta como parte integrante de equipas multidisciplinares e transdisciplinares. A formação aborda conceitos odontológicos fundamentais, frequentemente destacados na literatura científica, que são cruciais para a prática eficaz do fisioterapeuta nesta área, garantindo uma integração harmoniosa com outras especialidades, como a odontologia e a medicina.
O curso centra-se na avaliação e intervenção funcional da DTM e dor orofacial, com base em princípios neurofisiológicos, biomecânicos e anatómicos. Estudos indicam que a dor orofacial e a DTM estão frequentemente relacionadas com disfunções na coluna cervical, reforçando a necessidade de uma abordagem global e integrada. Os participantes irão adquirir conhecimento detalhado sobre os mecanismos da dor associados à DTM, a função da articulação temporomandibular (ATM) e a sua relação com estruturas adjacentes. Serão abordados o exame subjetivo e físico da ATM e diversas técnicas de tratamento, todas baseadas nas mais recentes evidências científicas e nas melhores práticas clínicas.
A formação inclui uma revisão abrangente e atualizada da literatura sobre a neurobiologia, anatomia e biomecânica da ATM. Estudos de referência, como os de Visscher e Lobbezoo (2022) e Costa et al. (2021), suportam a eficácia de intervenções fisioterapêuticas na redução da dor e na melhoria funcional em pacientes com DTM. Além disso, serão explorados padrões clínicos comuns e desenvolvidas competências práticas para a avaliação e intervenção, baseadas num modelo de raciocínio clínico bem estruturado e reconhecido internacionalmente.
Este curso não só capacita os fisioterapeutas para intervir com precisão e confiança, como também promove uma prática clínica diferenciada e baseada em evidências. A pertinência desta formação é amplamente reforçada pela elevada prevalência da DTM, pelo impacto significativo desta condição na saúde pública e pela crescente procura de tratamentos não invasivos e eficazes. Ao concluir este curso, os fisioterapeutas estarão aptos a oferecer cuidados especializados, promovendo melhores resultados clínicos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos seus pacientes.
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